Quando estava na sexta série (não sei ao certo, mas creio que corresponda ao atual sétimo ano), comecei a perceber que minha matéria preferida era português. Se não me engano, foi o ano em que fui apresentada à análise sintática e ficou claro não era suficiente ter aprendido morfologia. Os conceitos de sujeito, predicado, objetos direto e indireto, orações coordenadas e subordinadas muito mais me encantavam que confundiam.

Eu era uma adolescente recém-saída da infância e, com toda a impertinência típica dessa fase, queria corrigir tudo e todo mundo. Cheguei ao ponto de imaginar a criação de uma secretaria municipal a que todos os cartazes e faixas deveriam ser submetidos antes de ser afixados. Hoje eu sei que algo assim é bem pouco factível, por razões óbvias. Contudo, a menina em mim nunca deixou de se incomodar com os erros comuns que aparecem nos livros que lê.

Não tenho formação em letras (deveria ter ouvido minha mãe e cursado letras com habilitação em francês, eu sei); estudei direito e jornalismo, mas não me desvencilhei das gramáticas. Com a audácia de realizar um pouco do meu sonho infantojuvenil, resolvi colocar neste espaço erros que encontro nos livros que me acompanham nos meus momentos de lazer, inclusive com respaldo no art. 46, III, da Lei de Direitos Autorais (Lei n.º 9.610/1998).

Segundo Aristides Coelho Neto (COELHO NETO, Aristides. Além da revisão: critérios para revisão textual. Brasília: Senac, 2013. p. 76), livros, jornais, revistas, documentos, textos científicos e didáticos seguem a norma culta. Na verdade, deveriam seguir. Como isso não é algo que acontece normalmente, este trabalho é um pedido, quase um apelo, para que correções sejam realizadas um dia pelas editoras.

O blog oferece, portanto, uma curadoria de erros frequentes percebidos em alguns livros disponíveis no mercado (no máximo dez por post). O intuito é afiar os olhos do leitor, que não deve ser estimulado a acreditar que tudo o que se vê no papel está correto – porque às vezes simplesmente não está.

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