Por dentro da Casa Branca

por dentro da casa branca
Se em algum momento da sua vida você se perguntou o que acontece no endereço mais famoso do mundo, este livro é para você. Por dentro da Casa Branca foi escrito por Kate Andersen Brower e publicado no Brasil pela editora Planeta do Brasil em 2016. A Casa Branca é e foi residência de diferentes famílias, cada qual com suas idiossincrasias, e Brower aglutinou informações interessantes, algumas até inéditas, acerca dos seus bastidores. Para quem gosta de descobrir o que acontece no lado B de uma das mais altas esferas do poder americano, é leitura válida.
5
A colocação pronominal é um tema cheio de pequenos detalhes e regras, que podem até ser deixados de lado quando estamos falando ou escrevendo em contexto informal (em mensagens de texto para amigos, por exemplo). Na linguagem formal precisamos nos lembrar de normas como a que determina que na presença do pronome relativo QUANDO devemos posicionar o pronome antes do verbo, utilizando a próclise (quando se mudou).
4
O verbo AVISAR, no sentido de informar, é transitivo direto e indireto (avisamos alguma coisa A alguém ou avisamos alguém DE/SOBRE alguma coisa). Na frase acima, o verbo conta com dois objetos diretos (avisaram aos mordomos que OU avisaram os mordomos de que) – pág. 54.
6
O verbo INFORMAR, assim como AVISAR, é transitivo direto e indireto: informamos alguém de/sobre alguma coisa OU alguma coisa A alguém. Acima falta um objeto indireto (foi informada de que) – pág. 58.
9
Outra derrapada na colocação pronominal: na linguagem formal, a colocação do pronome oblíquo átono antes do verbo (próclise) em começo de frase é inadequada. O correto, no caso, é a ênclise, que é a colocação do pronome após o verbo (considerava-as minhas amigas) – pág. 95.
13
O verbo MORRER é intransitivo. No entanto, para dizer quando alguém morreu, é necessário utilizar a preposição designativa de tempo EM (morreu em 2014).
12
Quando temos a intenção de enfatizar a intensidade de alguma coisa, podemos lançar mão da locução adverbial O MAIS/MENOS POSSÍVEL, da qual o artigo definido sempre faz parte.
14
O verbo GANHAR, em função de ter um particípio regular e outro irregular, é chamado abundante. Quando o particípio é empregado com os verbos auxiliares TER ou HAVER, devemos utilizar sua forma regular (TER GANHADO) – pág. 121.
16
Por maior ou mais longo que seja o sujeito de uma frase (manifestantes enfurecidos com o assassinato de King e com a desigualdade que viam a seu redor), a vírgula NÃO deve separá-lo de seu predicado (arremessavam).
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Temos aqui mais um tropeço relacionado à colocação pronominal. A regra é clara: o QUE (classificado como pronome, conjunção, advérbio etc.) é partícula atrativa e puxa o pronome para o seu lado (que se encontrava ao lado). O outro erro é a ausência da preposição que deveria acompanhar o verbo ASSISTIR, aqui empregado com o sentido de VER (assistir AO noticiário) – pág. 271.
20
Na frase acima, SCHEIB E UM GRUPO DE FUNCIONÁRIOS é o sujeito do verbo PREPARAR (ainda que esteja em parênteses), que deveria ter sido conjugado na terceira pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo. A outra inadequação do parágrafo diz respeito ao sentido do verbo EVACUAR, que quer dizer desocupar, esvaziar. De fato, ninguém pode ser evacuado de algum lugar, mas qualquer lugar pode ser evacuado – pág. 279.

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O menino do dedo verde

o menino do dedo verde
O menino do dedo verde, de Maurice Druon foi publicado em 2017 pela editora Jose Olympio. Escrito em 1957, foi a única obra fictícia e de linguagem infantil do autor. A história de Tistu, contada sob seu ponto de vista, é de uma pureza sem fim.
6
O verbo LEMBRAR-SE, no sentido de trazer à memória, é pronominal e pede sempre a preposição DE  (lembrar-se de que foi expulso da escola) – pág. 32.
5
Quando nos referimos a tempo, normalmente usamos advérbio ou locução adverbial. Na foto acima, AQUELE DIA faz o papel da locução. O erro está na falta da preposição EM, indicativa de tempo. O outro erro diz respeito à conjugação do verbo SER: a primeira frase está no passado (Tistu descobriu) e a segunda frase deveria manter o tempo verbal (por que ERA que o jardineiro falava tão pouco) –  pág. 39.
3
No excerto acima, falta alguma preposição designativa de tempo (POR ou DURANTE, por exemplo), vez que o autor está fazendo uma referência temporal. O pronome indefinido UMA, desacompanhado de preposição, funcionaria caso a expressão UMA HORA INTEIRA fosse o sujeito da oração, o que não é o caso – pág. 117.
2
Embora o verbo haver indicando decurso de tempo seja impessoal, não indo para o plural, a flexão de tempo é obrigatória. No caso, como a frase está no passado, o verbo deve acompanhar (ela o preocupava havia vários dias) – pág. 120.

 

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Os Romanov

os romanov
Em homenagem ao centenário da Revolução Russa, o livro da semana no blog é Os Romanov, escrito por Simon Sebag Montefiore e publicado pela Companhia das Letras em 2016.
É uma obra extensa e abrange três séculos da certamente mais emblemática família russa de todos os tempos. Caso você goste de história mundial e não se incomode com as 808 páginas de Os Romanov, leia-o sem medo. Apesar de longa, a narrativa não é maçante, pode se tranquilizar.
1
A grafia dos pontos cardeais (norte, sul, leste, oeste) deve ser feita com inicial minúscula – pág. 53.
3
O verbo CONVENCER é transitivo direto e indireto (convencer alguém de alguma coisa). No caso acima, a preposição A, que não deveria fazer parte da oração, está empregada de forma incorreta (convenceu muitos de que) – pág. 59.
2
O sujeito da frase grifada é plural. O verbo, assim, deve ser conjugado também no plural [as execuções eram seguidas por jantares regados a álcool (…) geralmente terminavam] – pág. 141.
4
O verbo RECONSTRUIR no caso acima diz respeito à precisão de Pedro e deveria ter sido empregado em sua forma reflexiva (RECONSTRUIR-SE) – pág. 143.
6
O verbo AVISAR no sentido de informar é transitivo direto e indireto (avisar alguém de alguma coisa ou avisar alguma coisa a alguém). No excerto acima, está ausente um objeto indireto (avisaram Anna de que o golpe ou avisaram a Anna que o golpe) – pág. 231.
5
O superlativo absoluto sintético do adjetivo sério é SERIÍSSIMO – pág. 261.
9
O substantivo MEDO pede preposição A ou DE – pág. 376.
8
Aqui a palavra Ano-Novo, com hífen e maiúsculas está aplicada correntemente, vez que indica a festa de passagem de ano, ou seja, o Réveillon. A palavra ano-novo, com hífen e minúsculas, indica o ano que começa, bem como o primeiro dia do ano. A expressão ano novo, sem hífen e minúsculas, indica um ano que é novo, sendo o contrário de ano velho – pág. 414.
10
Não se separa sujeito de predicado por vírgula – pág. 556.

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Mindset

mindset
Mindset: a nova psicologia do sucesso, de Carol S. Dweck, foi publicada pela Objetiva em 2016. Quem quer aprender se é possível mudar o que se pensa e a forma como se pensa deve ler este livro.
2
O infinitivo pessoal (flexão do verbo no infinitivo) ocorre quando se deseja enfatizar o agente da ação verbal. No caso, o agente (crianças) é o único sujeito, ainda que oculto, da frase, razão pela qual não se faz necessária a flexão do verbo temer (passam a temer não ser inteligentes).
5
Dentre é contração das preposições DE + ENTRE e deve ser utilizada com verbos que indicam movimento (SELECIONAR não indica movimento).
4
O verbo HAVER, indicando decurso de tempo, é impessoal e deve permanecer na terceira pessoa do singular. Como a frase está no passado, a flexão de tempo é obrigatória (havia bons motivos para que isso acontecesse).
3
Os verbos FAZER e DAR estão conjugados na primeira pessoa do singular do futuro do pretérito do indicativo. O verbo SER, em seguida, deveria estar na terceira pessoa do plural do pretérito do subjuntivo (eu faria qualquer coisa, daria tudo, para que meus filhos FOSSEM bem-sucedidos) – pág. 187.

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Born to run

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Born to run, de Bruce Springsteen, foi publicado pela Casa da Palavra/Leya em 2016. O título do livro é uma expressa referência a Born to run, considerado o seu disco mais emblemático. Com linguagem extremamente coloquial, Springsteen expõe fatos de sua vida de forma crua, falando sobre relações familiares, depressão, casamentos e todo seu percurso até alcançar reconhecimento como artista. Ele deixa muito claro que o grande objetivo de sua vida foi ter sucesso e conta tudo o que viveu até conseguir.
1
Em textos escritos, não é razoável abandonar a norma culta. Por isso, a colocação do pronome oblíquo átono antes do verbo (próclise) em começo de frase é inadequada. O correto, no caso, é a ênclise, que é a colocação do pronome após o verbo.
3
O verbo CHEGAR, com sentido de movimento, é transitivo indireto e pede a preposição A, embora na fala seja bastante comum a utilização da preposição EM. Este é um erro recorrente no livro (chegando à borda) – pág. 46.
2
Quando queremos dizer que devemos fazer alguma coisa e esta alguma coisa for representada por uma ação verbal, o verbo deve estar no infinitivo. No caso acima, a única coisa que eles têm que fazer é VER; o que têm que fazer para RECUPERAR.
4
Em frases interrogativas, equivalendo a motivo, causa ou razão, ou quando puder ser substituído por pelo qual, pelos quais, pela qual, pelas quais, deve-se utilizar o POR QUE separado e sem acento. PORQUE junto e sem acento se usa quando é introduzida uma explicação, o que não acontece na frase acima (por que eu estava tão entusiasmado?) – pág. 59.
6
Aqui vemos um exemplo clássico de pleonasmo vicioso (ou redundância), uma repetição inútil que deve ser evitada. ELO é substantivo masculino que designa cada um dos anéis de uma cadeia. Logo, o termo já traz em si a ideia de ligação.
5
Os verbos IR e VOLTAR têm transitividade distinta: vamos A algum lugar e voltamos DE algum lugar. Por esse motivo, o correto seria dizer “só de ir à escola e de lá voltar – pág. 103.
7
TRESPASSAR só precisa de um objeto (a nos trespassar OU trespassar-nos) – pág. 127.
9
O correto é FORJADO.
8
O verbo DIMINUIR conjugado na primeira pessoa do pretérito perfeito do indicativo é oxítona com hiato na última sílaba e, portanto, pede acento agudo no último I.
10
Os verbos FAZER, SUAVIZAR e PROFUNDAR estão conjugados na segunda pessoa do singular do imperativo, mas o autor fala com a terceira pessoa (VOCÊ) (faça uma pausa, suavize e aprofunde a percussão) – pág 435.

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Belgravia

capa
Se você assistiu a Downton Abbey, conhece um pouco o trabalho de Julian Fellowes. O seu Belgravia foi publicado pela Intrínseca em 2016. É uma obra deliciosa, de fácil leitura, que fala sobre a vida aristocrática londrina do final do século XIX.
5
O sujeito da frase é a generosidade de suas atenções, substantivo feminino singular (de suas atenções funciona como complemento nominal do substantivo generosidade). O verbo PODER, portanto, deveria estar conjugado na terceira pessoa do singular do indicativo (a generosidade de suas atenções pode colocá-la e, risco) – pág. 28.
6
O autor relata que a solicitação da conversa aconteceu antes da espera. O pretérito mais-que-perfeito do indicativo se refere a uma ação ocorrida antes de uma outra ação também no passado. O verbo SOLICITAR, dessa forma, deveria estar conjugado no pretérito mais-que-perfeito e não no perfeito do indicativo – pág. 71.
8
A palavra PALLADIANO se refere ao estilo arquitetônico de Andrea Palladio, italiano que influenciou sobremaneira a arquitetura ocidental – pág. 77.
1
Ao falarmos da maneira que alguém faz alguma coisa, devemos utilizar o advérbio de modo COMO – pág. 194.
2
Os verbos MERECER e ANSIAR têm transitividade distinta. MERECER é verbo transitivo direto e não necessita de acompanhamento de preposição, ao contrário de ANSIAR, usualmente acompanhado da preposição POR. São verbos, portanto, que não podem ter o mesmo objeto (um refúgio de paz que ela merecia e por que ansiava) – pág. 334.
7
Champanhe, a bebida, é substantivo masculino, devendo ser antecedida de artigo definido masculino. A região da Champagne, por outro lado, é substantivo feminino. O autor se refere no excerto acima à bebida – pág. 376.

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Uma história comestível da humanidade 

uma história comestível da humanidade
Uma história comestível da humanidade foi escrito por Tom Standage e publicado pela Zahar em 2010. Tom Standage conta a história da humanidade de uma maneira inusitada e deveras interessante.
1
QUANDO pode ser conjunção, advérbio ou pronome relativo e, em regra, refere-se a um determinado momento no tempo. O autor fala sobre fatos simultâneos (procurar comida e ver um cão), razão por que deveria ter utilizado a conjunção ENQUANTO – pág. 26.
4
Ser dono significa ser possuidor DE alguma coisa. Por esse motivo, o substantivo DONO deve ser acompanhado da preposição DE [a carne pertence ao dono da (flecha) que primeiro atingir o animal] – pág. 47.
7
O PONTO E VÍRGULA é um sinal que serve de intermediário entre vírgula e ponto final e serve para: 1) separar orações da mesma natureza; 2) separar partes de um período, das quais uma pelo menos esteja subdividida por vírgula; 3) separar os diversos itens de enunciados enumerativos. Para anunciar um esclarecimento, utilizam-se os DOIS PONTOS, que deveriam estar no lugar do ponto e vírgula da frase – pág. 212. 
5
A Grã-Bretanha é uma ilha e não um país. Fazem parte da Grã-Bretanha Inglaterra, Escócia e País de Gales.
6
Os verbos deveriam estar todos no presente, para garantir a coesão textual (para assegurar uma oferta adequada de alimentos quando a população mundial ruma para o ápice e as mudanças climáticas alteram padrões de agricultura há muito, é necessário reunir a maior variedade possível de técnicas agrícolas)  – pág. 247.

 

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Foco

 

foco
Foco: a atenção e seu papel fundamental para o sucesso, escrito por Daniel Goleman, foi publicado em 2013 no Brasil pela editora Objetiva. Para este trabalho foi lida a 12ª reimpressão, de 2016. Daniel Goleman, ao analisar exemplos de pessoas de sucesso, demonstra que o segredo delas é, como o próprio nome do livro nos leva a deduzir, o foco. Com o objetivo de fazer o leitor pensar no próprio comportamento, Goleman toca na ferida do mundo contemporâneo – a hiperconexão – e expõe o quanto nos permitimos desviar nossa atenção do que realmente importa em função de e-mails, mensagens de texto, redes sociais.
7
Míni com acento agudo é adjetivo, enquanto mini sem o acento, prefixo (o correto seria, portanto, mini-indústria ou indústria míni) – pág. 39.
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O verbo PRECISAR, no sentido de “ter necessidade de alguma coisa”é transitivo indireto e pede a preposição DE (o agora eterno abriga tudo do que precisamos) – pág. 55 (e pág 75). Obs.: o vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa reconhece as formas pré-requisito e prerrequisito.
5
Aqui, mais uma vez, vemos uma expressão muito comum na linguagem falada e informal, mas que não é cabível num texto escrito ou formal. O verbo FALTAR, no sentido de deixar de comparecer, é transitivo indireto e pede a preposição A (eu FALTEI ao trabalho). Falta é o substantivo derivado desse verbo e também deve ser acompanhado da mesma preposição. Portanto, a forma correta é faltas ao trabalho. – pág. 81.
3
Quando estudamos colocação pronominal, aprendemos que os pronomes oblíquos (me, te, se, lhe etc.), não devem iniciar frases. Apesar de na língua falada ser comum isso acontecer, quando escrevemos devemos seguir a norma culta e utilizar a ênclise, que é a colocação do pronome depois do verbo (disseram-me que) – pág. 119.
2
O verbo exigir no sentido de requerer é transitivo direto, ou seja, pede complemento sem preposição. Assim, a preposição DE não deve se fazer presente (onde era exigido que ele memorizasse longos textos) – pág. 162.
1
O infinitivo pessoal (flexão do verbo no infinitivo) ocorre quando se deseja enfatizar o agente da ação verbal. No caso, o agente “nós” é o único sujeito da frase, razão por que a flexão deve ocorrer apenas em relação ao verbo CONSEGUIR (conseguimos deixar um de lado e nos focar no outro) – pág. 195.
4
DEPENDENTE é adjetivo. Deveria ter sido utilizado o verbo DEPENDER conjugado na terceira pessoa do singular do presente do indicativo (a liderança em si depende de capturar).
8
A regência nominal de SENSÍVEL pressupõe a utilização da preposição A. A crase ocorre quando duas vogais idênticas se fundem. No caso, para que houvesse crase, era preciso que o artigo definido estivesse acompanhando a expressão FUTURAS MUDANÇAS. Então, teríamos A (preposição) fundido ao AS (artigo definido plural), grafado como ÀS. No texto, o autor optou por não utilizar o artigo, de modo que o acento grave não deve existir (sensível a futuras mudanças).

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O sócio 

o sócio
O sócio, de John Grishan, foi publicado pela Rocco em 1997. Segue o estilo do autor, com temática semelhante à de suas outras obras.
8
O verbo HAVER, indicando decurso de tempo, é impessoal e deve permanecer na terceira pessoa do singular. Mas, no que se refere ao tempo verbal, a flexão é obrigatória. Por isso, como a frase está no passado, o verbo deve estar no passado também (Guy estava HAVIA algum tempo num estado de completo estresse).
3
QUANDO pode ser conjunção, advérbio ou pronome relativo e, em regra, refere-se a um determinado momento no tempo. O autor fala sobre fatos simultâneos (sorrir e seguir pelo tráfego intenso), razão por que deveria ter sido utilizada a conjunção ENQUANTO (surpreendeu-se quase sorrindo, enquanto seguia pelo tráfego intenso) – pág. 66.
5
No Brasil, onde o livro foi publicado, homicídio doloso é aquele cometido quando há intenção de matar ou assunção de riscos que levem a tal resultado. Afirmar que homicídio doloso é o cometido na perpetração de outro de outro crime é um equívoco gravíssimo – pág. 76.
4
Por mais que seja comum na linguagem oral a utilização da preposição EM quando se emprega essa expressão, a forma correta e que deve ser observada na linguagem formal ou escrita é estar, falar ou conversar AO telefone. – pág. 93.
10
OFENDIDA diz respeito à pessoa que foi vítima de ofensa. OFENSA é o ato ou efeito de ofender. Nesse caso, o narrador fala em terceira pessoa, e, portanto, “foi obrigado a recorrer a (…) ofensa de todo o tipo de violação de direito” – pág. 95.
2
A mistura de EM VEZ e AO INVÉS não funciona. Considerando a intenção do autor, EM VEZ, que mostra a substituição de uma ideia por outra, seria a expressão apropriada [era para ser um dia glorioso (…). Em vez disso, o escritório local…] – pág. 124.
1
Quando sinônimo de réveillon, Ano-Novo deve ser escrito com iniciais maiúsculas – pág. 164.
11
O verbo CHEGAR, com sentido de movimento, é transitivo indireto e pede a preposição A (chegamos ao portão).
9
BOIADA é uma manada de bois. Quando queremos falar de grande quantia em dinheiro, usamos BOLADA pág. 279.
7
Ao estudarmos análise sintática, aprendemos que oração adjetiva explicativa é aquela que alude a uma particularidade que não modifica a referência ao termo antecedente. Na escrita, a oração adjetiva explicativa é assinalada pelo adequado sinal de pontuação, normalmente entre vírgulas. “Embora convencidos de estarem agindo certo” é explicativa e deveria estar entre vírgulas – pág. 396.
6
A frase “o tribunal estava no meio do prazo foreiro” certamente quer dizer que o tribunal estava no meio do expediente forense (que se refere a foro quando seu significado é circunscrição judiciária). Foreiro diz respeito a foro quando falamos na taxa anual paga ao enfiteuta (ou foreiro), que é o titular de um desdobramento amplo de propriedade – pág. 397.
12
Na linguagem falada, a contração da preposição DE com o artigo A é admissível. No entanto, na modalidade culta formal, recomenda-se escrever ANTES DE – pág. 408.

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Por que fazemos o que fazemos?

por que fazemos o que fazemos
Por que fazemos o que fazemos?, de Mário Sérgio Cortella, que versa sobre o propósito de cada um e vale muito a pena ser lido, foi publicado pela Editora Planeta em 2016.
4
PORVENTURA, significando por acaso, deve SEMPRE ser grafada numa única palavra. Da forma como estão colocados os termos POR e VENTURA, o significado é outro: por sorte.
2
Alguém é capaz (no sentido de ter capacidade) DE ou PARA alguma coisa. O emprego das preposições não é facultativo e nem mero detalhe que não prejudica a regência (o integrante da equipe é capaz até de cumprir a ordem).
3
O verbo GOSTAR no sentido de ter afeição é transitivo indireto e pede a preposição DE (para ter o resultado de que eu gosto).
1
A colocação pronominal é um tema cheio de pequenos detalhes e regras, que podem até ser deixados de lado quando estamos falando ou escrevendo em contexto informal (em mensagens de texto, por exemplo). Sobretudo em relação à mesóclise (colocação do pronome no meio do verbo, como em “far-se-ia”, “convidar-te-ei” e outros tão esquisitos quanto), a tendência é aceitar que sua aplicação evolua para formas mais usuais. No entanto, em textos escritos e em contexto formal, não é razoável abandonar a norma culta. Por isso, a colocação do pronome oblíquo átono antes do verbo (próclise) em começo de frase é inadequada. O correto, no caso, é a ênclise, que é a colocação do pronome após o verbo, como em elevar-me.

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